bruxismo

Bruxismo

Cerca de 100 mil portugueses estão familiarizados com o bruxismo. Números estes que têm vindo a aumentar desde a pandemia Covid-19, pela sua forte ligação relacionada com os níveis de stress.

O que é o bruxismo?

Primeiramente, o bruxismo é uma patologia involuntária caracterizada pelo ranger ou apertar dos dentes, que acaba por levar à deterioração dos mesmos. Este comportamento pode manifestar-se sob duas formas: bruxismo noturno, que decorre durante a fase de sono e o bruxismo diurno que sucede ao longo do dia.

Quando estes sintomas acontecem na fase diurna, o problema está relacionado com causas do foro emocional. Exemplos disso é a ansiedade ou stress excessivo, que causam um movimento quase voluntário de atrito nos dentes. Posteriormente, acaba por provocar dores de cabeça, tensão muscular na região da face, pescoço e ombros ou zumbidos nos ouvidos. Pelo desconhecimento da população, ou até pelo facto de ser um movimento inconsciente, é algo desvalorizado, que a longo prazo irá danificar a placa dentária.

Por outro lado, o bruxismo noturno acontece de forma involuntária e inconsciente como uma perturbação do sono. Culmina o ranger dos dentes com despertares de microssegundos, movimentações corporais e até aumento da frequência cardíaca durante as horas de descanso.

Existem determinados fatores de risco que provocam o desenvolvimento do bruxismo, como por exemplo, doentes diagnosticados com ansiedade, transtorno do espetro autista, doença de Alzheimer num estado mais avançado, síndrome de Rett, apneia do sono ou dependentes de substâncias como a cafeína, o tabaco, bebidas alcoólicas, drogas ou antidepressivos.

Como é feito o diagnóstico?

Primeiramente, antes de realizar o tratamento, é necessário ser feito o diagnóstico por um especialista, nomeadamente um médico dentista, que irá conduzi-lo ao método mais indicado para o seu caso.

É importante que esteja atento a alguns manifestos deste problema. Assim poderá comunicá-los ao seu médico especialista, e posteriormente, este analisar o seu caso e aconselhá-lo da melhor forma. Estes são alguns dos principais sintomas:

  • Dentes partidos ou rachados;
  • Sangramento das gengivas;
  • Dor de cabeça;
  • Distúrbios nos ouvidos;
  • Tensão na zona da face, pescoço e ombros;
  • Perturbações na qualidade do sono;

Se esta patologia não for identificada e tratada da melhor forma, poderá desenvolver problemas mais complicados como distúrbios da articulação temporomandibular, que com o passar do tempo, restringem o movimento da mandíbula e provoca dores fortes.

Como se processa o tratamento?

É de igual modo necessário entender que esta é uma patologia que, por vezes, necessita de um acompanhamento multidisciplinar. Ou seja, um estilo de vida mais saudável com a prática de desporto, uma alimentação mais regrada. Aliado com a realização de terapias de relaxamento, é a chave para o seu tratamento.

Na consulta, exponha os seus sintomas, e o seu médico dentista encontrará o melhor modo para contornar esta situação. O tratamento mais comum passa pela confecção de placas de proteção apropriadas para bruxismo, revestidas em resina acrílica, conferindo assim uma textura rígida, que deve ser feita à medida do paciente. Deste modo, a força será aplicada na proteção, salvaguardando a saúde dos seus dentes.

Como prevenir?

Assim, por ser uma patologista que se desenvolve com a produção em quantidades elevadas da hormona cortisol, é necessário reduzir os valores de stress no seu dia-a-dia. Se estiver com dores na zona da mandíbula, evite ingerir alimentos que o obriguem a uma mastigação excessiva, como o caso de pastilhas elásticas, caramelos ou gomas, alimentos duros e consulte um odontologista.

Assim, marque a sua consulta no Grupo ACR para que, em conjunto com os nossos especialistas em ortodontia, possa realizar uma avaliação e o melhor tratamento adequado às suas necessidades. Acompanhe as novidades no nosso blog e siga-nos nas nossas redes sociais Facebook e Instagram.